Exportação de bebidas brasileiras: veja os dados

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O setor de bebidas já é muito bem consolidado e apreciado no mercado nacional, e nos últimos anos tem conquistado espaço em mercados estrangeiros. Somente nas exportações de bebidas alcoólicas, o volume embarcado ao exterior cresceu 66% no período de 2020 a 2024.

Entre as principais bebidas exportadas pelo Brasil estão a cerveja, a cachaça e o vinho, que inclusive já conquistaram prêmios internacionais, evidenciando o potencial do setor.

No entanto, para garantir o sucesso na exportação deste segmento, é necessário cuidado quanto aos protocolos, regulamentações e questões relacionadas à logística internacional.

Neste artigo, trazemos um panorama das exportações brasileiras de bebidas, com foco nas alcoólicas, e abordaremos os principais cuidados que os exportadores devem observar.

Panorama de exportação de bebidas alcoólicas

De janeiro a maio de 2025, as exportações de bebidas alcoólicas brasileiras já totalizaram US$ 122,48 milhões, correspondendo a mais de 152 mil toneladas embarcadas. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas em valores cresceram 8,4%, enquanto o volume exportado aumentou 11,2%.

Os principais países compradores dessas bebidas são: Paraguai (47%), Bolívia (19%), Uruguai (6,9%), Cuba (6,7%) e Chile (4,2%).

As principais bebidas alcoólicas embarcadas nos cinco primeiros meses do ano foram:

  • Cervejas de malte (NCM 22030000): US$ 88,14 milhões

  • Outras bebidas alcoólicas (NCM 22089000): US$ 16,24 milhões

  • Rum e outras aguardentes de cana-de-açúcar (NCM 22084000): US$ 6,70 milhões

  • Outras bebidas fermentadas e misturas com bebidas não alcoólicas (NCM 22060090): US$ 3,29 milhões

  • Vinhos e mostos de uvas fermentados, em recipientes até 2L (NCM 22042100): US$ 3,20 milhões

  • Uísques (NCM 22083010): US$ 1,83 milhão

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Exportação de bebidas não alcoólicas

Enquanto as exportações de bebidas alcoólicas registraram crescimento nos primeiros cinco meses deste ano, o segmento de bebidas não alcoólicas teve recuo: foram embarcadas cerca de 30,74 mil toneladas de bebidas não alcoólicas, uma diminuição de 13,9% em relação ao mesmo período de 2024. Em valores, as exportações totalizaram US$ 18,44 milhões, representando um recuo de 7,4%.

Os principais compradores desse segmento incluem Paraguai (31%), Estados Unidos (14%), Chile (11%), Bolívia (6,6%) e Argentina (5,4%). Em relação aos tipos de bebidas, destacam-se águas, cervejas sem álcool e outras bebidas não especificadas.

Cachaça, vinho e cerveja: as principais bebidas brasileiras apreciadas no exterior

Os rótulos de vinhos brasileiros estão presentes em praticamente todo grande concurso internacional, ganhando diversas premiações. Apesar de ter conquistado os paladares globais, o Brasil exporta somente 2% de sua produção total, cultivada majoritariamente na região Sul do país.

A cachaça, por sua vez, é reconhecida como um patrimônio cultural brasileiro desde 2016. Esta bebida típica é exportada para mais de 50 países, e não é algo recente: sua exportação iniciou nos anos 60.

A cerveja brasileira também é apreciada por consumidores de outros países, recebendo, assim como o vinho, prêmios internacionais, reflexo da crescente qualidade das cervejarias.

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Exigências e cuidados na exportação de bebidas

Para que a exportação seja bem-sucedida, é imprescindível atender às exigências tanto no Brasil como no país de destino. Abaixo, abordamos alguns cuidados.

  • Registro no MAPA: tanto o produto quanto a empresa exportadora devem estar devidamente registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). A comercialização de certas bebidas sem o registro adequado é ilegal.

  • Conformidade com as exigências do país importador: primeiramente, a carga nunca deve ser embarcada sem o aval do importador. É crucial que a empresa exportadora preste atenção às exigências específicas do país de destino, como a necessidade de documentos como certificado de análise e/ou de origem. Uma comunicação clara com o importador é a base para garantir o cumprimento de todas as normas e um processo bem alinhado.

  • Logística internacional: no âmbito da logística, os cuidados se concentram principalmente no manuseio correto durante a estufagem da carga. O exportador deve observar qual o empilhamento máximo dos produtos, bem como atentar aos espaços vazios que possam causar a movimentação das caixas ou pallets.

Dependendo do teor alcoólico da bebida, ela pode ser categorizada como carga perigosa. Neste caso, são exigidos documentos adicionais como o MSDS (Material Safety Data Sheet), entre outros requisitos que variam conforme a quantidade de álcool e o modal de transporte.

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Tendências no setor de bebidas

Uma tendência observada especialmente entre o público mais jovem e preocupado com saúde e bem-estar é a crescente preferência por opções de bebidas não alcoólicas.

Nos Estados Unidos, por exemplo, bares e restaurantes estão ampliando seus cardápios com vinhos, cervejas e coquetéis zero álcool. Paralelamente, há um aumento na demanda por bebidas funcionais, enriquecidas com vitaminas, probióticos e ingredientes energéticos.

O Brasil, com sua diversidade de ingredientes nativos como o guaraná e o açaí, está em uma boa posição para aproveitar essas tendências.

Essa mudança no comportamento do consumidor pode levar as empresas a repensarem suas ofertas de produtos e estratégias de marketing, abrindo novas possibilidades de crescimento no mercado internacional.

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Conclusão

Os dados e informações apresentados neste conteúdo demonstram o progresso do setor brasileiro de bebidas na exportação, com destaque para as alcoólicas. Com qualidade e tradição já estabelecidas, a indústria de bebidas possui potencial para continuar expandindo sua presença no exterior.

Contudo, para ter sucesso neste ambiente global, é crucial não apenas oferecer um produto de qualidade, mas também entender as regulamentações e as boas práticas do comércio exterior e da logística internacional.

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