Importações de veículos crescem e pressionam logística marítima no Brasil

Alta de 40% no volume em um mês intensifica demanda por transporte, eleva custos logísticos e impacta cadeia portuária
O aumento nas vendas de veículos eletrificados (híbridos e elétricos) no mercado brasileiro alavancou as importações no país. Em números, a chegada de 47,3 mil unidades em março gerou o expressivo crescimento de 40% no setor, na comparação com fevereiro. Além disso, houve alta de 25,7% ante março de 2025. Isso reflete, diretamente, na combinação de fatores conjunturais e estruturais do setor automotivo e do comércio exterior.
Esse movimento acontece em um contexto de expansão das compras externas de automóveis. Isso, aliás, já vinha acontecendo desde 2024. Dados recentes indicam que automóveis importados chegaram a representar cerca de 23% dos veículos licenciados no país, evidenciando a maior presença de modelos produzidos fora do Brasil, especialmente oriundos da América do Sul e Ásia.
No campo logístico, o crescimento acelerado das importações gera impactos diretos sobre a cadeia de transporte marítimo – principal modal utilizado para a entrada desses veículos no país. Em decorrência, o aumento do fluxo pressiona a capacidade operacional dos portos, não somente aqueles especializados em carga roll-on/roll-off (ro-ro), utilizados para transporte de automóveis, mas também os terminais de containers.
Desafios
Cabe pontuar que os terminais brasileiros de grande porte possuem capacidade relevante, no entanto, enfrentam desafios diante de picos de demanda. A elevação repentina no volume importado também afeta a disponibilidade de embarcações especializadas no transporte de veículos. Em nível global, a oferta de navios dedicados ao transporte automotivo é limitada em comparação à demanda crescente, o que leva à utilização de embarcações alternativas e ao aumento dos custos logísticos. Esse desequilíbrio já foi observado em ciclos recentes, com impacto direto nas rotas entre Ásia e América do Sul.
Como consequência, o frete marítimo tende a sofrer pressão de alta em cenários de demanda aquecida. Esse encarecimento significativo nas tarifas de transporte influencia o custo final dos veículos importados e pode impactar a competitividade no mercado interno.
E não é só o transporte marítimo. O crescimento das importações também repercute na logística interna brasileira. O país possui forte dependência do modal rodoviário, responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas, e isso amplia a sensibilidade do sistema logístico a variações de custos – como o preço do diesel, por exemplo. Após o desembarque nos portos, os veículos precisam ser distribuídos por rodovias até centros consumidores e concessionárias. O que eleva a demanda por transporte terrestre.
O aumento das importações de veículos também impacta o equilíbrio da balança comercial do setor automotivo. Embora o Brasil mantenha fluxo relevante de exportações (40,4 mil unidades em março, o que representou crescimento de 21,1% sobre fevereiro e de 1,1% em relação a março de 2025), o crescimento mais acelerado das importações pode ampliar o déficit comercial em determinados segmentos, sobretudo no de veículos eletrificados, que ainda tem produção local limitada.
Trabalho conjunto
Do ponto de vista operacional, o avanço das importações exige maior integração entre os elos da cadeia logística, incluindo armadores, terminais portuários, operadores logísticos e transportadores terrestres. A necessidade de planejamento antecipado de embarques, gestão de estoques e coordenação de desembaraço aduaneiro torna-se mais crítica em cenários de aumento súbito de volumes.
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